Talvez você já tenha ouvido esta pergunta em algum lugar. E por que voltar a esse assunto? Muitos motivos poderiam ser mencionados: a população apoia projetos que compreende melhor, o que invariavelmente resultará no suporte financeiro do poder público, das instituições fomentadores de pesquisa ou das empresas privadas.
Divulgar ciência ajuda a melhorar a educação. A divulgação atrai jovens ou entusiastas para o convívio no meio científico e ajuda a desmistificar conceitos equivocados e mitos sobre o papel do cientista. Divulgar ciência é o único meio de conter uma onda mística da qual surgem cada dia mais os que abusam da boa fé de nosso povo.
Mas então por que, especialmente no Brasil, não se costuma fazer divulgação científica? Será pura “inércia” de uma falta de tradição secular? Insensatez? um tiro no próprio pé – já que quase todo apoio à ciência vem dos cofres públicos? Provavelmente ocorre um pouco de medo e despreparo. Muitos acham que “saber” não implica em “saber transmitir”.
Ciência popular
O Instituto de Biociências (IB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu, oferece o curso Unesp Difundindo e Popularizando a Ciência, voltado a professores do ensino básico e alunos do ensino médio.
O curso – ministrado durante as férias escolares de janeiro – oferece aulas gratuitas com o objetivo de promover a popularização da ciência por meio da difusão de avanços recentes em biologia, ciências e tecnologias.
O projeto, realizado desde 2007, pretende promover a atualização em conteúdos específicos da grade curricular e em recentes avanços de ciências, por meio de atividades que desenvolvam a curiosidade e a criatividade.
As aulas ocorrerão de 24 a 29 de janeiro de 2011, das 8h30 às 17h30. A Unesp oferecerá auxílio para alimentação e transporte aos participantes.
Por Atila Iamarino, do Rainha Vermelha
Taí, depois de um comentário recente de uma companheira de departamento que se empolgou e criou um blog de divulgação científica, me dei conta do óbvio. Não conheço nenhum post discutindo como criar e manter um blog de ciência. Ocasião perfeita para eu dar meus palpites sem falar muita besteira, já que sou o primeiro.

Oi, me contrata?
Troca de e-mails com um chefe em potencial. Você quer parecer profissional, mas também quer ser simpático; quer transmitir segurança, mas não quer parecer um chato… E aí surge o ímpeto de enfiar um
em algum lugar da mensagem. Sabe como é, só para dar um tom menos formal. Será que é uma boa ideia? Bem, depende. Quem diz é um grupo de pesquisadores das universidades da Carolina do Norte e de George Mason, ambas nos EUA, e de Otago, na Nova Zelândia, responsáveis pelo primeiro estudo “a examinar os efeitos do uso de emoticons em um contexto de candidatura a emprego” . http://www4.ncsu.edu/~tjwhelan/lab/siop/Thompson_et_al_SIOP_2010.pdf
É sério! Eles fizeram uma série de testes para investigar como o uso de sorrisinhos pode ajudar ou prejudicar o primeiro contato com um talvez-futuro-chefe. E descobriram, em resumo, que os smileys podem, de fato, causar o efeito desejado na hora de transmitir simpatia, “algo particularmente importante para as mulheres, que costumam valorizar relacionamentos profissionais com maior nível de intimidade”. Soa bem, né? Mas, antes de sair distribuindo
por aí, calma lá. “Candidatos que usam smileys são percebidos como menos competentes emais fracos em atributos tipicamente masculinos, como independência e liderança”, diz o estudo. E os resultados ainda mostram que o salário inicial oferecido a quem usa carinhas sorridentes no e-mail de candidatura à posição costuma ser mais baixo. Ou seja: é bom evitar.
Mas vale dizer: o estudo só analisou os efeitos do
, sendo que dá para sorrir virtualmente de outros jeitos –
, por exemplo. Será que o efeito é o mesmo? A gente deve descobrir logo mais, já que os próprios autores deixam no ar que vão “testar outros formatos e examinar os efeitos de outros tipos de emoticons, como a carinha triste
e a piscadinha
“.
Trabalho chato o desses cientistas, né? ![]()
RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO
“Todo mundo na faculdade de física adora “The Big Bang Theory”, a gente fala “bazinga!” toda hora, pra tudo”, diz Luiza Maurutto, 19, aluna de física na USP.
“Bazinga!” é a marca registrada de Sheldon Cooper, físico nerd que é protagonista dessa série de televisão. Ele usa a expressão sempre que quer deixar claro que está sendo irônico –físico estereotipado, entre as suas limitações sociais está o fato de ele não compreender o sarcasmo, e por isso achar que ninguém mais consegue.
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Impressiona, então, que, em vez de irritar os físicos, a nerdice e a incapacidade de Sheldon de se relacionar com outros seres humanos normalmente tenham feito que ele ganhasse uma vasta legião de fãs nos departamentos de física.
Paulo Nussenzveig, professor de física da USP, conta, por exemplo, que é fã da série e já ter até levou cenas para a sala de aula.
A admiração pelo personagem e pelo programa de TV, que já vai para a sua quarta temporada nos EUA, tem ao menos dois grandes motivos.
No dia 14 de agosto, estará acontecendo o primeiro dia de Informática Biomédica na USP de Ribeirão Preto. O evento ocorrerá no Departamento de Físicia e Matemática e será apresentado pelos próprios alunos, que falarão sobre suas respectivas áreas de atuação e experiência acadêmica. As palestras serão divididas em Bioinformática, Sistemas de Informação em Saúde e Imagens Médicas. O foco principal será atrair estudantes do ensino médio para conhecer melhor a área de Informática Biomédica e esclarecer possíveis dúvidas sobre a carreira profisisonal.
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